sábado, 28 de julho de 2012

É Beatles, é Rosa, é vinho..



Então Sir Jonnes , lembre-se de me mandar uma carta escrita com sua caneta preta de ponta fina, com sua letra quase ilegivél e tão metaformicamente perfeita, devo-lhe explicar que ao passar esses dias, semanas,e quase meses eu continuo aqui sabia, mas não se importe em me mostra aquela foto com sua nova garota, aquela em que vejo um sorriso teu de canto, sim aquele sorriso que eu tanto esperei receber, mas não se preocupe olhe estou bem , continuo aqui sentada na frente desse computador com o papel de fundo contendo tua foto, aquela foto que eu disse que você estava lindo , e está mesmo, veja por outro lado , hoje eu consigo ler tantos livros , mais do que eu já lia, e hoje eu bebo , mais do que eu sempre bebi e sabe o porque disso? Por você estar ai nesse exato momento , sorrindo,gargalhando, ou quem sabe deitado em uma cama quente e acolhedora, dando abraços fortes e beijos quentes, mas tudo bem os anos de terapia estão por vir ainda, sei totalmente o quanto doí essa falta de você, tanto que hoje eu bebo minhas dozes e dozes de tristeza sentada no sofá vermelho com retalhos azuis e logo apos notar que não consigo mais engolir um gota de álcool eu vou pra minha cama , cambaleando , batendo em tudo , e então eu deito , e aperto o meu travesseiro contra meu peito tentando em cima de lagrimas sentir seu perfume, mas então que perfume se nessa cama tu nunca se deitou? Se nessa cidade tu nunca pisou, se esses meus braços tu nunca acolheu? , mas tudo bem, tudo bem eu ainda acredito na beleza da vida, mas que beleza?que vida?, mas tudo bem , tudo bem o sofá esta ai, meu vinho está ali, e meu choro esta por vir, rotina, fico perdida em meio a rosa de saron a beatles e também a guns e até fresno, essas musicas trágicas que eu insisto em ouvir cada dia mais , 10 vezes por dia,a mesma  historia traduzida em notas musicais, malditas sejam essas musicas que se encaicham tão perfeitamente as curvas da minha vida, da minha solidão , mas hei a carta, voltamos a falar da carta, o carta verdadeiramente perfeita , a simetria das palavras,a  conjugação dos teus verbos, eu te amo, eu te amarei, nós nos amamos, nos nos amarramos ? opa , erro de gramatica ? porém não , eu me amarrei, me amarrei em ti, em tuas palavras, na tua voz, na tua solidão que é quem sabe a minha , pois até isso nos encaichamos, o encaiche perfeito a moldura da tela , ah droga , derramei um pouco de vinho no meu vestido, este que você diz que fico linda, mas que jamais tenha me visto vestida nele, enfim , é o destino tudo o que você ama em mim vai se perdendo se manchando, mas droga meu vestido, tudo bem amanha eu colocarei ele para lavar e conseguirei tirar a mancha, mas e se ela não sair? Então eu o jogarei fora, ora vida , ora tragedia, ora , ora , só vou lhe dizer mais uma coisa pois já passa da hora da minha novela e lá eu aprendo muito sabe, a ser fria, calculista e má, mas então eu lhe peço Sir Jonnes que mesmo em meio a tudo isso jamais deixe de acreditar , afinal eu ainda espero a carta, mais uma realmente, mas eu espero aquela que me diga assim : ESTOU LHE ESPERANDO ANSIOSAMENTE COM UM VESTIDO BRANCO E UM BUQUE DE ROSAS, mas tudo bem , eu sei que sonhar faz bem e é por isso que estou me retirando o vinho já me deixou exaltada, e agora chegou o momento de abraçar meu travesseiro , lavar minha alma de puro álcool em lagrimas e imaginar você, eu , você , eu , um gato, oh um gatinho ....

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